A vela de ignição apesar de sua aparência simples, e custo
relativamente barato, é uma peça que requer para a sua fabricação a
aplicação de tecnologia sofisticada, pois seu perfeito desempenho
está diretamente ligado ao rendimento do motor, os níveis de
consumo, a emissão de poluentes, etc. Seu papel é gerar uma
diferença de potência e assim produzir a faísca que ira realizar a
ignição do combustível. Suas principais funções são: provocar a
ignição da mistura e remover calor da câmera de
combustível.
Normalmente, a vela é dividida em cinco partes: corpo
principal (de cerâmica), castelo (parte metálica), rosca, eletrodo
central e eletrodo lateral. Nas velas atuais, são justamente os
eletrodos os elementos mais desenvolvidos, ganhando novos materiais,
de maior condutividade de energia e novos formatos para permitir uma
queima mais eficiente. Para uma maior durabilidade das velas de
ignição, chegando algumas a durar até 150 mil km, os materiais
utilizados atualmente são cada vez mais nobres, como ouro, cobre e
níquel, e até mesmo a platina se torna mais comum a cada
dia.
Uma vela deve dissipar o calor produzido pelos gases de
combustão. A gama térmica ou índice térmico da vela é a medida da
quantidade de calor dissipado. Dessa forma são apresentados dois
tipos de velas em relação a sua gama ou índice térmico: as velas
frias e as velas quentes. As velas frias são aquelas que possuem a
capacidade de maior dissipação de calor, o que favorece o
funcionamento de motores com alta potência específica. Já as velas
quentes apresentam menor capacidade de dissipação de calor, o que
favorece o funcionamento de motores com baixa potência específica. O
que diferencia uma vela quente de uma fria é o tamanho da superfície
do seu isolador. Quanto maior for a superfície, mais quente é a
vela, ou seja, maior a sua capacidade de reter calor. Para um melhor
rendimento do motor e maior durabilidade dos componentes, sempre
utilize a vela com gama ou índice térmico adequado para o seu carro.
Utilize velas frias se você utiliza o veículo constantemente com o
motor trabalhando em condições severas.
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Veja os principais problemas detectados nas velas e suas
conseqüências no rendimento do motor:
1. Eletrodo com resíduos - O motor apresenta falhas em
rotações mais altas. Causa: impureza no combustível ou aditivo
inadequado.
2. Carbonização Seca - Dificuldade na partida do motor e
falhas na marcha lenta. Causas prováveis: mistura muito rica (muita
gasolina, pouco ar), vela muito "fria" e funcionamento excessivo do
motor em marcha lenta.
3. Encharcamento - Dificuldade na partida do motor, falha ou
marcha lenta irregular. Causa: folga entre os eletrodos fora de
padrão, problemas com ignição, motor afogado e entrada de água pelo
sistema de alimentação.
4. Superaquecimento - Motor bate pino e perde rendimento.
Causa: mistura pobre, aperto insuficiente da vela, combustível de má
qualidade, ponto de ignição adiantado e uso de vela muito
"quente".
5. Eletrodos com resíduos (motores a álcool) - O motor falho
principalmente em acelerações. Causa: combustível de má
qualidade.
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